Baianas de acarajé de Camaçari são capacitadas pela Setur-BA para qualificar afroturismo no destino
O marketing digital como ferramenta para expansão dos negócios foi tema de uma das aulas dos cursos de capacitação da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) para baianas de acarajé e de receptivo, que começaram, nesta semana, no Empório Barra do Jacuípe, em Camaçari, na Costa dos Coqueiros. O conteúdo foi passado pela professora Maria Edite Guimarães, tendo como convidada a chef de cozinha Solange Borges, criadora no município do espaço Culinária de Terreiro e um exemplo de bons resultados nas redes sociais, com 68 mil seguidores.
“Hoje em dia, se você não está na rede social, não é visto. Então, é importante que as profissionais se coloquem neste mundo, para que possam ser encontradas. Cada uma de nós pode ser a marca do nosso próprio negócio. O marketing digital cresce cada vez mais, com as vendas no e-commerce, e não pode ser ignorado pelas baianas”, explicou a chef.
Com mais de 30 anos de atividade no distrito de Abrantes, Maria das Graças de Lima, a Neinha do Acarajé, aprovou a inclusão do tema no conteúdo da capacitação. “É uma ferramenta muito importante, porque hoje não podemos ficar só no tabuleiro. Temos de postar nosso negócio no Instagram, no Facebook e WhatsApp. A aula veio agregar mais este conhecimento”, ressaltou.
“Antigamente, usávamos cartão, panfleto ou imã de geladeira para entregar ao cliente. Hoje, nós dispomos da internet para chegarmos até ele”, completou Evanilda de Almeida, a Eva, que mantém o tabuleiro há 35 anos, na Praia da Espera, no distrito de Itacimirim.
O curso tem 33 horas de aulas e abrange também temas como higiene na manipulação de alimentos, ética, precificação dos produtos, preparação de indumentárias e de tabuleiros, segurança, primeiros socorros e normas para obtenção de licença, entre outros. A iniciativa da Setur-BA segue até 4 de novembro e vai beneficiar mais de 300 profissionais, em parceria com a Prefeitura de Camaçari e a Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam), além da participação do Corpo de Bombeiros e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Nas aulas, trabalhamos ainda questões como autoestima, violência contra a mulher e intolerância religiosa, com os conteúdos elaborados a partir da demanda das próprias baianas. Essa preparação qualifica o afroturismo no destino”, destacou a coordenadora de Capacitação da Setur-BA, Magda Guimarães.
Fonte: Ascom/Setur-BA
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